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1h atrás

Oferta recorde pressiona soja e derruba cotações em Chicago

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Oferta recorde pressiona soja e derruba cotações em Chicago

As cotações da soja na Bolsa de Chicago registraram novas baixas na última semana de outubro, pressionadas pelo avanço da colheita nos Estados Unidos, pelas perspectivas de oferta elevada na América do Sul e pela venda de contratos por fundos de investimento. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o primeiro vencimento da oleaginosa fechou a quinta-feira (29) a US$ 12,19 por bushel.

O resultado ficou abaixo dos US$ 12,24 registrados na quarta-feira (28) e dos US$ 12,53 observados uma semana antes. Desde que alcançou US$ 13,28 por bushel em 21 de setembro, o contrato acumula uma desvalorização superior a US$ 1 em pouco mais de um mês.

A pressão sobre os preços está relacionada, principalmente, ao avanço da colheita norte-americana. Até 25 de outubro, os produtores dos Estados Unidos haviam colhido 79% da área de soja, ante 77% na média histórica. A produção total do país deverá superar 124 milhões de toneladas, o que representaria um recorde nacional, segundo dados divulgados pela CEEMA.

Outro fator que pesa sobre o mercado é o avanço do plantio na América do Sul. No Brasil, a expectativa é de uma colheita recorde, com pouco mais de 181 milhões de toneladas, cenário que amplia as perspectivas de oferta global da oleaginosa.

A movimentação dos fundos de investimento também contribuiu para a queda. De acordo com a CEEMA, esses agentes estavam posicionados de forma fortemente comprada no mercado especulativo de Chicago e passaram a vender contratos, aumentando a pressão sobre as cotações.

No cenário internacional, a ausência de novidades nos conflitos no Leste Europeu e no Oriente Médio também integra o quadro observado pelo mercado. Segundo a análise da CEEMA, os agentes vêm absorvendo os efeitos dessas guerras, ao menos até o momento.

Com a colheita dos Estados Unidos avançando e a expectativa de uma safra volumosa no Brasil, o mercado da soja segue sob pressão diante das perspectivas de maior disponibilidade do grão.

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